Midnight Sun (Sol da Meia-Noite)
- Gabriella Sobrinho

- 2 de fev. de 2022
- 3 min de leitura
Atualizado: 12 de fev. de 2022
Gostei, mas só para assistir uma vez ✩✩✩
Sinopse:
Katie Price (Bella Thorne) é uma menina de 17 anos que não pode se expor à luz do sol. Por sofrer de XP (Xeroderma Pigmentosum), uma doença rara, vive numa casa superprotegida com o seu pai. Acostumada a não ter vida social e apenas uma amiga, se encontra com Charlie (Patrick Schwarzenegger), o menino que chamava sua atenção desde a infância. Fingindo ter uma vida normal, Katie não conta para ele sobre sua condição e embarca num amor de verão.
Crítica:
Para fazer a crítica verdadeira, precisei entrar em detalhes sobre os furos no roteiro e tudo que me deixou intrigada a respeito desse longa-metragem. Sendo assim, colocarei aqui o texto que usei no post do Instagram (análises curtas) para quem ainda não assistiu.
Não entendi o porquê de terem escolhido a premissa de um amor impossível e letal num filme com esse! Não exploram a individualidade da Katie como portadora de uma doença rara, apenas o romance. A impressão passada é de que a normalidade não pode ser alcançada. Sua condição não a impede de viver, apenas de se expor à luz solar!
Como amante de romances, deixo aqui que o casal é fofo. Sem sal em algumas partes, mas bem fofo. Os encontros são um amor! Dá para tirar várias ideias para usar com o lovezinho <3 eu adoraria vivenciar todos. Enfim, vale a pena conferir, mas faz parte do time dos que não esperamos um roteiro surpreendente. Gostei, mas só para assistir uma vez.
Para começar, acho que o filme beira a utopia. Gostei muito do início, onde o casal vai desenrolando um romance e curte todos os momentos juntos à noite, sempre com programações diferentes. Porém, é nesse ponto que o roteiro se perde. Ao invés de explorarem os encontros dentro do possível, escreveram uma cena em que a protagonista -que sofre com uma doença rara e letal- se “esquece" do horário e se expõe à luz do nascer do sol. Completamente forçado. Claro que quando apaixonados, a noção do tempo não é das melhores, mas creio que isso seria impossível se tratando de uma portadora de XP com um pai super protetor. Ela não se interessou pelo horário em momento algum? O Céu não foi clareando? Muitos furos.
Não há motivos para terem escolhido uma premissa de amor inalcançável e letal! Ela apenas não pode se expor ao sol. O amor pode continuar à noite, cara. O casal se conhece em uma saída noturna da Katie. Logo de cara, ele se interessa nela, que foge, pois tem um crush no boy há anos. Ao ver que ela esqueceu o seu caderno na estação, Charlie o guarda, esperando reencontrá-la. Após algumas conversas, logo se veem completamente apaixonados. De fato, a única coisa que os afasta é a doença, que Katie não compartilha. Entendo o porquê de não contar nos primeiros dias, mas não faz sentido a “conversa séria” não ter desenrolado. Ele conheceu o sogro! Não era só um casinho. Tudo se resolveria com diálogo e os pombinhos viveriam o “felizes para sempre” com encontros noturnos. Fim.
Achei muito estranho o fato da Katie não ter vida social. Não exploram a sua vida como portadora de uma doença rara, suas vivências, tratamentos e emoções; o filme se trata apenas de um romance. A impressão que dá é que a normalidade não pode ser alcançada. Com aulas ministradas pelo pai, em casa (por que não aulas noturnas, com uma convivência social comum?), sequer tem uma festa de formatura! O seu horário de voltar para casa também não condiz. Só tendo o período da noite para viver, voltar para casa às 22h é irreal. Queria que tivessem explorado seus hobbies, como a paixão por astronomia. Vemos seu interesse em apenas duas cenas rápidas e sem aprofundamento, bem ordinárias, em que ela diz os nomes das estrelas que está vendo. Além da música, paixão herdada pela sua falecida mãe. AAAAAAAA, são tantas coisas que poderiam ter acontecido! Que ódio! Tinha tudo para ser cinco estrelas.
Porém, como amante de romances, deixo registrado que o casal é fofo. Sem sal em algumas partes, mas bem fofo. Poderia ter um final feliz, mostrando aos telespectadores como o amor verdadeiro vence todas as dificuldades. Os encontros são lindos! Principalmente o que tudo deu errado (sem necessidade). O final é péssimo, foi o pior desfecho possível. Enfim, vale a pena conferir, mas não espere cenas surpreendentes. Gostei, mas só para assistir uma vez.
A Bella Thorne (atriz de No Ritmo) é cantora, fazendo com que a trilha sonora conte com muitas canções próprias, já que a sua personagem compõe e canta. Gostei desse detalhe, mesmo não sendo músicas que eu salvaria na playlist ;). Estreado em 2018, conta com 1h34 de duração e está disponível no HBO Max.








Comentários