Enola Holmes
- Gabriella Sobrinho

- 1 de fev. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 14 de fev. de 2022
Exemplo de empoderamento feminino e inteligência ✩✩✩✩✩
Sinopse:
Enola Holmes (Millie Bobby Brown) foi criada pela sua mãe e, desde criança, aprendeu a ser uma mulher empoderada e destemida, apreciando todo tipo de literatura e praticando esportes físicos e mentais. Assim como o seu irmão, Sherlock Holmes (Henry Cavill), e sua genitora, Eudoria (Helena Bonham Carter), sempre se interessou por enigmas e mistérios. Foi então, no seu aniversário de 16 anos, que a sua mãe desapareceu propositalmente, a fazendo se reencontrar com a sua família. Para fugir do seu outro irmão, Mycroft Holmes (Sam Claflin), seu guardião legal que queria colocá-la num internato de etiqueta para damas, Enola foge e passa a seguir as pistas do desaparecimento, embarcando no seu primeiro caso como detetive.
Crítica:
A Enola é um exemplo de empoderamento feminino e inteligência. Foi instruída a não precisar de ninguém (inclusive, o seu nome ao contrário é “alone” – “sozinha”, em inglês- para lembrá-la disso) e saber se virar só, aplicando isso com maestria! Resolve os seus problemas sem precisar de segundas opiniões e sabe se virar lindamente em situações de pensamento rápido e lutas corporais. Inclusive, ótimas cenas! Até me deu vontade de entrar numa academia de jiu-jitsu ;)
Tudo no filme é lindo! Começando pelo sotaque e personagens, hahaha. Por se passar na Inglaterra, temos o encantador sotaque britânico de acompanhante! Além disso, é um filme de época que retrata o ano de 1884, nos garantindo uma fotografia lindíssima e ótimos cenários/figurinos. Outro detalhe que eu amei (e uma das minhas coisas favoritas) é que, em alguns momentos, a Enola interage diretamente com a câmera. Não sei vocês, mas é raríssimo que eu encontre filmes assim. Essa particularidade trouxe uma identidade para o filme, o deixando ainda mais interessante.
A protagonista se vê sozinha pela primeira vez, após todos os anos nos braços da mãe, viajando para a capital. O desaparecimento de Eudoria lhe obriga a amadurecer muito e se conhecer melhor através das inúmeras emboscadas que se meteu ao tentar ajudar um visconde que havia fugido de casa. A dinâmica é ótima e a personagem é muito carismática, nascendo uma brilhante detetive! Ela é tão incrível que nem sentimos falta do famoso e inigualável Sherlock Holmes. Inclusive: Sherlock who?! Hahaha.
Nesse filme, o elenco masculino está entre os personagens secundários, o deixando bem Girl Power! Compreendemos questões que eram completamente machistas naquela época, como o voto exclusivamente masculino e o empenho das mulheres para tentar mudar essa realidade (coloquei um trecho desse diálogo no início do post). E, sério, o elenco é TUDO! Segue um pouquinho: Enola: A Eleven, de Stranger Things; Eudoria: nossa eterna Bellatrix Lestrange. Sherlock: o Superman; Mycroft: Sam Claflin, o Finnick, Alex, Will... ai, gente! Tem muito mais, até a tia trouxa do Harry Potter! Assistiria outras mil vezes!
Estreado em 2020, conta com 2h03 de duração e é um original Netflix.










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