Com Amor, Simon
- Gabriella Sobrinho

- 29 de jan. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 13 de fev. de 2022
Deveria ser assistido por todos. Muito importante e um avanço ✩✩✩✩✩
Sinopse:
Simon (Nick Robinson) leva uma vida normal, mas guarda sua orientação sexual em segredo. Por mais que seja muito próximo da sua família e amigos, não se sente à vontade em contar. Um dia, sob o codinome Blue, um aluno da sua escola posta num blog que é gay. Logo ambos passam a conversar anonimamente trocando e-mails de apoio e se conhecendo de uma maneira mais profunda. Em pouco tempo, uma paixão se inicia. O problema é que a identidade de Blue permanece secreta, levando Simon a tentar descobrir a todo momento quem seria ele baseado em suas conversas.
Crítica:
O filme é um avanço para as causas LGBTQIA+. Muito importante para que todos entendam o que um adolescente prestes a se assumir passa, assim como o receio em não ser aceito, mesmo estando rodeado de pessoas apoiadoras e amorosas. Deveria ser assistido por absolutamente todas as pessoas do mundo.
Tudo é retratado de uma forma assertiva e delicada. O suspense em torno dos e-mails somado à vontade de descobrir logo quem é o Blue fez o filme passar num segundo, me deixando com os olhos grudados na tela. Chorei muito na cena da roda gigante! Não por ter sido um momento triste, mas emocionante. Muito lindo e fofo! Seus diálogos são necessários e exploram todos os relacionamentos de Simon, não apenas o amoroso, e, principalmente, como ele lida com suas questões pessoais. Isso é incrível! Em alguns romances, a individualidade acaba sendo apagada, dando vez à perspectiva do casal. Isso não acontece aqui e fiquei muito feliz com esse detalhe. É importante mostrar que a vida pessoal não se anula por estar num relacionamento.
Baseado num livro, o filme conta com 1h50 de duração e se encontra somente na plataforma Star+. Além de tudo, o elenco conta com Jennifer Garner (De Repente 30), Katherine Langford (Os 13 Porquês) e Josh Duhamel (Juntos Pelo Acaso).
Mesmo tendo pais próximos e amigáveis, Simon não se sente à vontade em contar. O medo de rejeição e a insegurança o cercam a todo momento. Além deles, possui três amigos fieis, unidos e confidentes, mas conversa a respeito com apenas uma, a amiga mais recente -imagino que por receio de contar aos que o conheciam desde a infância. Ao ouvir o seu pai reproduzir piadas homofóbicas, sente-se muito desconfortável, mas não consegue o enfrentá-lo. Mais uma grande reflexão. A luta contra o preconceito arraigado na sociedade é constante, devemos sempre estar alertas. Não é porque a pessoa não se opõe que isso não a machuca.
O seu desespero por ter sido vítima de chantagem devido a sua homossexualidade e por ter sido "tirado do armário" à força como uma forma de retaliação me cortou o coração. Foi ali que pude ter uma pequena dimensão do quão grandioso e especial esse momento é e deve ser. Ninguém merece passar por isso. O preconceito retratado causa incômodo e sensação de impotência, evidenciando o quanto ainda é necessário evoluir. Todas as formas de amor são válidas e DEVEM ser respeitadas; não é uma escolha, é um direito. Homofobia é crime. Enfim: recomendadíssimo!








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